Escritor e diplomata, José Pereira da Graça Aranha nasceu em São Luís, MA, em 1868 e morreu no Rio de Janeiro em 1931. Em 1902, quando de sua publicação, ‘Canaã’, um dos raros romances simbolistas da história literária brasileira, teve um sucesso exemplar. Levando-se em conta que, quatro anos antes, seu autor havia sido um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, instituição que buscava dar unidade à literatura do país, pode-se avaliar o prestígio de Graça Aranha na elite intelectual da época. O que não se conseguia imaginar é que esse escritor fosse aderir ao movimento liderado pelos modernistas, oferecendo a eles o respaldo de uma seriedade intelectual da qual eles ainda não desfrutavam perante o público. Mas Graça Aranha, autor de um drama encenado em Paris, não apenas contribuiu com a semana, fazendo um discurso de apresentação no Teatro Municipal de São Paulo que investia contra as academias e escolas que arbitravam as regras do bom gosto e do bom-senso: em 1924, em conferência na própria Academia Brasileira de Letras, desligou-se dessa instituição, alegando que sua criação fora um erro, já que ela não era capaz de admitir ‘‘as forças ocultas do nosso caos’’, referindo-se, certamente, aos ideários modernistas. Graça Aranha escreveu algumas obras como: Canaã, Malazarte, A Estética da Vida, Espírito Moderno, Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), A Viagem Maravilhosa e O manifesto dos mundos sociais.
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