domingo, 9 de outubro de 2011

Clarice Lispector


  Ingressou no curso de direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Em 1943 casou-se com um colega de faculdade e publicou, no ano seguinte ao de seu casamento, publicava seu primeiro livro, “Perto do coração selvagem” e, com apenas 19 anos de idade, pode assistir a enorme repercussão com o público e com a crítica de seu estilo, diferente de tudo o que se fizera até então. Sendo seu marido diplomata de carreira, Clarice viveu fora do Brasil por cerca de quinze anos, onde pôde dedicar-se exclusivamente a escrever.
  Depois de separar-se do marido, já de volta ao Brasil e morando no Rio de Janeiro soube que sofria de câncer generalizado. Morreu em dezembro de 1977, na véspera de seu aniversário, como uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.
Algumas de suas obras:
Perto do coração selvagem (1944)
O Lustre (1946)
A cidade sitiada (1949)
A maçã no escuro (1961)
A paixão segundo G.H. (1964)

Paulo Leminski


  Nasceu aos 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba, Paraná. Em 1964, já em São Paulo, SP, publica poemas na revista "Invenção", porta voz da poesia concreta paulista. Casa-se, em 1968, com a poeta Alice Ruiz. Teve dois filhos: Miguel Ângelo, falecido aos 10 anos; Áurea Alice e Estrela. De 1970 a 1989, em Curitiba, trabalha como redator de publicidade. Compositor, tem suas canções gravadas por Caetano Veloso e pelo conjunto "A Cor do Som". Publica, em 1975, o romance experimental "Catatau". Traduziu, nesse período, obras de James Joyce, John Lenom, Samuel Becktett, Alfred Jarry, entre outros, colaborando, também, com o suplemento "Folhetim" do jornal "Folha de São Paulo" e com a revista "Veja". No dia 07 de junho de 1989 o poeta falece em sua cidade natal. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Seu livro "Metamorfose" foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Em 2001, um de seus poemas "Sintonia para pressa e presságio" foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século". e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Além de escritor, Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos.
  Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos.

Poesia Marginal

  Apresentado por Júnior Silva, foi um dos temas abordados na Literatura Moderna.
  A poesia marginal  foi uma prática poética marcada pelo artesanal, por poetas que queriam se expressar livremente em época de ditadura, buscando caminhos alternativos para distribuir poesia e revelar novas vozes poéticas.
  É um movimento cultural fundado nos anos 70, os poetas mais marcantes desta época foram Ana Cristina César, Paulo Leminski, Ricardo Carvalho Duarte (Chacal), Francisco Alvim e Cacaso. As poesias eram distribuídas em livretos artesanais mimeografados e grampeados, ou simplesmente dobrados.
  Poetas, universitários e cabeludos eram caras que imprimiam no álcool do mimeógrafo as suas poesias originais. Foram poemas instigantes, carregados de coloquialidade e objetividade.
  A poetisa Ana Cristina César além de escrever poemas também redigia para jornais, se suicidou aos 31 anos, em 1981. Cacaso faleceu em 1987, aos 43 anos, após uma parada cardíaca. Paulo Leminski, que adorava experimentar a linguagem dos poetas concretos, faleceu em 1989. É importante enfatizar que não foi um movimento poético de características padronizadas, foi um momento de libertação dos termos e expressão livre num momento de repressão política nos fins da década de 60. A poesia foi levada para as ruas, praças e bares como alternativa de publicação, alternativa que estivesse longe do alvo da censura. Tudo era considerado suporte para a expressão e impressão das poesias, fosse um folheto, uma camiseta, xerox, apresentações em calçadas, etc.

AI 5

  O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.
  O ano de 1968, "o ano que não acabou", ficou marcado na história mundial e na do Brasil como um momento de grande contestação da política e dos costumes. O movimento estudantil celebrizou-se como protesto dos jovens contra a política tradicional, mas principalmente como demanda por novas liberdades. O radicalismo jovem pode ser bem expresso no lema "é proibido proibir". Esse movimento, no Brasil, associou-se a um combate mais organizado contra o regime: intensificaram-se os protestos mais radicais, especialmente o dos universitários, contra a ditadura. Por outro lado, a "linha dura" providenciava instrumentos mais sofisticados e planejava ações mais rigorosas contra a oposição.
  Também no decorrer de 1968 a Igreja começava a ter uma ação mais expressiva na defesa dos direitos humanos, e lideranças políticas cassadas continuavam a se associar visando a um retorno à política nacional e ao combate à ditadura. A marginalização política que o golpe impusera a antigos rivais - Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek, João Goulart - tivera o efeito de associá-los, ainda em 1967, na Frente Ampla, cujas atividades foram suspensas pelo ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva, em abril de 1968. Pouco depois, o ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, reintroduziu o atestado de ideologia como requisito para a escolha dos dirigentes sindicais. Uma greve dos metalúrgicos em Osasco, em meados do ano, a primeira greve operária desde o início do regime militar, também sinalizava para a "linha dura" que medidas mais enérgicas deveriam ser tomadas para controlar as manifestações de descontentamento de qualquer ordem. Nas palavras do ministro do Exército,     Aurélio de Lira Tavares, o governo precisava ser mais enérgico no combate a "idéias subversivas". O diagnóstico militar era o de que havia "um processo bem adiantado de guerra revolucionária" liderado pelos comunistas.
  A gota d'água para a promulgação do AI-5 foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, "ardentes de liberdade", se recusassem a sair com oficiais. Na mesma ocasião outro deputado do MDB, Hermano Alves, escreveu uma série de artigos no Correio da Manhã considerados provocações. O ministro do Exército, Costa e Silva, atendendo ao apelo de seus colegas militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que esses pronunciamentos eram "ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis". O governo solicitou então ao Congresso a cassação dos dois deputados. Seguiram-se dias tensos no cenário político, entrecortados pela visita da rainha da Inglaterra ao Brasil, e no dia 12 de dezembro a Câmara recusou, por uma diferença de 75 votos (e com a colaboração da própria Arena), o pedido de licença para processar Márcio Moreira Alves. No dia seguinte foi baixado o AI-5, que autorizava o presidente da República, em caráter excepcional e, portanto, sem apreciação judicial, a: decretar o recesso do Congresso Nacional; intervir nos estados e municípios; cassar mandatos parlamentares; suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão; decretar o confisco de bens considerados ilícitos; e suspender a garantia do habeas-corpus. No preâmbulo do ato, dizia-se ser essa uma necessidade para atingir os objetivos da revolução, "com vistas a encontrar os meios indispensáveis para a obra de reconstrução econômica, financeira e moral do país". No mesmo dia foi decretado o recesso do Congresso Nacional por tempo indeterminado - só em outubro de 1969 o Congresso seria reaberto, para referendar a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República.
  Ao fim do mês de dezembro de 1968, 11 deputados federais foram cassados, entre eles Márcio Moreira Alves e Hermano Alves. A lista de cassações aumentou no mês de janeiro de 1969, atingindo não só parlamentares, mas até ministros do Supremo Tribunal Federal. O AI-5 não só se impunha como um instrumento de intolerância em um momento de intensa polarização ideológica, como referendava uma concepção de modelo econômico em que o crescimento seria feito com "sangue, suor e lágrimas".

Literatura Moderna

  No Brasil, considera-se o advento do moderno na literatura a partir da Geração de 1922, do chamado primeiro modernismo. A primeira fase, de 1920 a 1930, foi um período de grande explosão, englobando conceitos como o "desvairismo" de Mário de Andrade, presente em seu livro Paulicéia Desvairada[3], em 1921, num discurso contra o Parnasianismo e o Simbolismo e a favor de novas formas musicais, mais adequadas aos novos tempos. Outro movimento, surgido em 1925, foi o Pau-brasil, propondo uma literatura autenticamente brasileira, próxima do primitivismo. Em 1926, foi a vez do Movimento Verde-amarelo, que não acolhia uma ruptura com o passado, numa demonstração de conservadorismo. Em 1927, despontou um movimento regionalista em Bahia, cuja finalidade era de desenvolver um sentimento de unidade nacional nordestino. E, em 1928, surgiu o movimento Antropófago, propondo uma nova forma de nacionalismo, ao "devorar" simbolicamente os valores e influências estrangeiras. Assim, a principal ênfase na primeira fase do Modernismo foi relacionada às formas poéticas, enquanto que a fase seguinte voltou-se mais para a prosa.
  A segunda fase, de 1930 a 1950, teve uma forte influência musical, coincidindo com a ditadura Vargas, e econômica, em função da Revolução mundial de 1929, com o crash da bolsa de valores (Nova Iorque). Foi uma época de agonia para os autores, o que conduziu - em paralelo ao regionalismo, já iniciado na primeira fase - ao início do trato com o problema social e rural, numa crítica social, com o intuito de contribuir para sua solução. O regionalismo tratou de perto o problema dos proletários rurais, oprimidos por senhores de terras e a miséria do homem do campo em certas regiões do país. Têm-se aí, na prosa, autores como Jorge Amado. Na poesia, surgem, por um lado, tendências que se afastam do verdadeiro modernismo, sem deixar de serem modernas, voltando-se para influências como o Simbolismo, como é o caso da poesia de Cecília Meirelles, e, por outro lado, poetas que diversificam a experiência do primeiro modernismo, como é o caso de Carlos Drummond de Andrade.
  A terceira fase, também chamada de pós-moderna, vai de 1945 a 1958, surge com o começo da Segunda Guerra Mundial e da ditadura Vargas. Tende-se a uma revalorização, na poesia, às formas estéticas ao estilo do Parnasianismo, com uma linguagem lírica, retomando-se o conceito de "arte pela arte", porém, em muitos casos, abordando temas sociais , como João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, e aproveitando conquistas formais das vanguardas, como já era feito pelos primeiros modernistas brasileiros. Na prosa, temos o vanguardismo regionalista de João Guimarães Rosa.
  Após, vêm o período daquilo que tem sido classificado como Segunda vanguarda, coincidindo com uma "segunda onda vanguardista" que diversos teóricos ao redor do mundo têm apontado, semelhante à que Jerome Rothenberg aponta na literatura dos Estados Unidos, com predomínio, no Brasil, da influência da poesia concreta, em poesia, assim como de tendências variadas na prosa, como o Minimalismo dos mini-contos, por exemplo.

sábado, 11 de junho de 2011

Dom Casmurro

  Dom casmurro é o melhor livro que eu pude ler até hoje, trás mistérios e alguns enigmas pra desvendar. O melhor dessa obra é que o autor te deixa sem saber de quem é o filho de Capitu, se é de Escobar ou de Bentinho que é quem conta a sua historia de vida.

  Bentinho, Dom Casmurro, nobre e calado consigo mesmo. Inocente crianças, planejavam o futuro juntos,Bentinho e Capitu imaginavam se casar e formar uma família um dia . Isso se não se tornasse padre. Mas não teve jeito, quando completou quinze anos de idade, sua mãe o mandou para o seminário, e para não magoá-la,Bentinho a obedeceu. A despedida com Capitu foi comovente, mas Bentinho prometeu que sempre viria visitá-la. E assim fez. No seminário, conheceu Escobar, um rapaz bonito, olhos verdes, inteligente e muito curioso. Com a convivência juntos no seminário se tornaram grandes amigos.       Passavam-se dia, meses no seminário e Bentinho ia de vez em quando à vila onde mora, visitar Capitu e sua família.  Tempos se passaram e essa amizade com Escobar foi ficando cada vez mais forte. Quando completou vinte anos de idade, viu que ser padre realmente não era sua vocação, e os chefes do seminário o liberaram para sair. Foi para uma cidade do Rios de Janeiro, onde morou por alguns anos, e se formou em direito. Depois de formado, um advogado muito bom e respeitado, voltou para sua casa onde morava desde a infância. Capitu e sua família morriam de saudades. Como prometido desde pequeno, Bentinho pediu Capitu em casamento. Os dois se casaram, pois aquele era um grande amor puro e verdadeiro desde a infância. Escobar casou-se com a melhor amiga de Capitu, Sancha. Capitu e Bentinho, Escobar e Sancha foram morar numa mesma cidade, em bairros próximos, no Rio de Janeiro.

 
Escobar e Sancha tiveram um filho lindo, e Capitu e Bentinho ficaram maravilhados, sentiam uma certa inveja pois queriam um filho também. Mas Bentinho não poderia dar esta alegria à Capitu. Inconformada, Capitu, depois de alguns anos apareceu grávida, mas Bentinho achou estranho esse filho que Capitu esperava. Ficou muito feliz, porém desconfiado de que aquele filho que sua mulher esperava, não fosse seu. Alguns meses se passaram, o filho nasceu, deram o nome de Ezequiel, era uma dádiva na vida de Capitu e Bentinho. Os anos foram se passando e a desconfiança de Betinho aumentava cada vez mais. Ezequiel era ,muito parecido com Escobar no jeito e na aparência.

 
Até que um dia sentou à mesa com Capitu e teve uma conversa séria sobre isso. Capitu negava, e falava dissimuladamente, diante daquela situação. Não conformado, Bentinho foi ate uma farmácia onde comprou um veneno do rato, que iria despejar o pó dentro do café e dar para Ezequiel beber. Esse era um jeito de acabar com toda essa angustia que sentia no peito, mas quando Ezequiel chegou, e Bentinho ia dando a xícara para o menino tomar, seu amor por ele falou mais alto, e não consegui fazer acontecer a tragédia. Quando Ezequiel saiu da cozinha, Bentinho pensou em tomar o café com o veneno, mas o medo venceu, e pensou que nada se resolveria com isso. A convivência de Bentinho e Capitu, Escobar e Sancha era muito amigável e muito unida. Tempos se passaram, Escobar tinha mania de entrar num mar que tinha perto de sua casa, isso era uma forma de passar o tempo. Porém, certo dia quando Escobar entrou no mar, se descontrolou, não soube nadar e morreu afogado.   

  Essa notícia de que Escobar estava morto, foi muito angustiante para Bentinho. No enterro Sancha chorava desesperadamente e Capitu a consolava e segurava para não chorar também. O estranho era que Capitu estava com um olhar mais triste do que Sancha no enterro de seu marido. Depois da morte de Escobar, e alguns anos passados, Ezequiel já estava moço e igualzinho a Escobar.Porém Bentinho já convicto de que não era seu filho de sangue, o tratava como tal. Anos depois Capitu adoeceu, não resistiu e morreu. A dor que Bentinho sentiu da perda de sua amada, era inexplicável. Logo em seguida Ezequiel acabou morrendo também. Sancha, mulher do finado Escobar, também morre em seguida. No final dessa história de muitas descobertas e mortes, só restou Bentinho, que depois de perder todas as pessoas queridas na sua.sua vida, ainda tinha duvidas sobre quem era o pai de Ezequiel.

Canaã

Canaã é um dos livros que mais gosto, até por que trás muito da realidade, da pobreza e da descriminação, que muitos ainda cometem e vivem hoje em dia, e foi  por isso que resolvi postar um pequeno resumo do que acontece nessa história.
  Canaã conta a história de Milkau e Lentz, dois jovens imigrantes alemães que se estabelecem em Porto do Cachoeiro, ES. Amigos e antagônicos ao mesmo tempo, Milkau é a integração e a paz, admirando o Novo Mundo, Lentz é a conquista e a guerra, pensando no dia que a Alemanha invadirá e conquistará aquela terra. Ainda assim, ambos se unem e trabalham juntos na terra e prosperam. Mais tarde aparece Maria, filha de imigrantes pobres, que é abandonada ao léu quando morre seu protetor e lhe abandona o amante, que pensava ser seu futuro marido. Vagando, tomada como louca e prostituta, é rejeitada até na igreja antes de ser salva por Milkau, quem conheceu uma vez em uma festa e vai morar numa fazenda. Lá continua a ser maltratada até que um dia seu filho é morto por porcos e ela é acusada de infanticídio. Na cadeia Milkau passa a visitá-la enquanto ela é repudiada pela cidade inteira. Por fim a salva com uma fuga no meio da noite. A história em si é apenas pano de fundo para as discussões ideológicas entre Milkau e Lentz, somando-se a isto retratos da imigração alemã e da corrupta administração brasileira da época