domingo, 9 de outubro de 2011

Clarice Lispector


  Ingressou no curso de direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Em 1943 casou-se com um colega de faculdade e publicou, no ano seguinte ao de seu casamento, publicava seu primeiro livro, “Perto do coração selvagem” e, com apenas 19 anos de idade, pode assistir a enorme repercussão com o público e com a crítica de seu estilo, diferente de tudo o que se fizera até então. Sendo seu marido diplomata de carreira, Clarice viveu fora do Brasil por cerca de quinze anos, onde pôde dedicar-se exclusivamente a escrever.
  Depois de separar-se do marido, já de volta ao Brasil e morando no Rio de Janeiro soube que sofria de câncer generalizado. Morreu em dezembro de 1977, na véspera de seu aniversário, como uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.
Algumas de suas obras:
Perto do coração selvagem (1944)
O Lustre (1946)
A cidade sitiada (1949)
A maçã no escuro (1961)
A paixão segundo G.H. (1964)

Paulo Leminski


  Nasceu aos 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba, Paraná. Em 1964, já em São Paulo, SP, publica poemas na revista "Invenção", porta voz da poesia concreta paulista. Casa-se, em 1968, com a poeta Alice Ruiz. Teve dois filhos: Miguel Ângelo, falecido aos 10 anos; Áurea Alice e Estrela. De 1970 a 1989, em Curitiba, trabalha como redator de publicidade. Compositor, tem suas canções gravadas por Caetano Veloso e pelo conjunto "A Cor do Som". Publica, em 1975, o romance experimental "Catatau". Traduziu, nesse período, obras de James Joyce, John Lenom, Samuel Becktett, Alfred Jarry, entre outros, colaborando, também, com o suplemento "Folhetim" do jornal "Folha de São Paulo" e com a revista "Veja". No dia 07 de junho de 1989 o poeta falece em sua cidade natal. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Seu livro "Metamorfose" foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Em 2001, um de seus poemas "Sintonia para pressa e presságio" foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século". e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Além de escritor, Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos.
  Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos.

Poesia Marginal

  Apresentado por Júnior Silva, foi um dos temas abordados na Literatura Moderna.
  A poesia marginal  foi uma prática poética marcada pelo artesanal, por poetas que queriam se expressar livremente em época de ditadura, buscando caminhos alternativos para distribuir poesia e revelar novas vozes poéticas.
  É um movimento cultural fundado nos anos 70, os poetas mais marcantes desta época foram Ana Cristina César, Paulo Leminski, Ricardo Carvalho Duarte (Chacal), Francisco Alvim e Cacaso. As poesias eram distribuídas em livretos artesanais mimeografados e grampeados, ou simplesmente dobrados.
  Poetas, universitários e cabeludos eram caras que imprimiam no álcool do mimeógrafo as suas poesias originais. Foram poemas instigantes, carregados de coloquialidade e objetividade.
  A poetisa Ana Cristina César além de escrever poemas também redigia para jornais, se suicidou aos 31 anos, em 1981. Cacaso faleceu em 1987, aos 43 anos, após uma parada cardíaca. Paulo Leminski, que adorava experimentar a linguagem dos poetas concretos, faleceu em 1989. É importante enfatizar que não foi um movimento poético de características padronizadas, foi um momento de libertação dos termos e expressão livre num momento de repressão política nos fins da década de 60. A poesia foi levada para as ruas, praças e bares como alternativa de publicação, alternativa que estivesse longe do alvo da censura. Tudo era considerado suporte para a expressão e impressão das poesias, fosse um folheto, uma camiseta, xerox, apresentações em calçadas, etc.

AI 5

  O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.
  O ano de 1968, "o ano que não acabou", ficou marcado na história mundial e na do Brasil como um momento de grande contestação da política e dos costumes. O movimento estudantil celebrizou-se como protesto dos jovens contra a política tradicional, mas principalmente como demanda por novas liberdades. O radicalismo jovem pode ser bem expresso no lema "é proibido proibir". Esse movimento, no Brasil, associou-se a um combate mais organizado contra o regime: intensificaram-se os protestos mais radicais, especialmente o dos universitários, contra a ditadura. Por outro lado, a "linha dura" providenciava instrumentos mais sofisticados e planejava ações mais rigorosas contra a oposição.
  Também no decorrer de 1968 a Igreja começava a ter uma ação mais expressiva na defesa dos direitos humanos, e lideranças políticas cassadas continuavam a se associar visando a um retorno à política nacional e ao combate à ditadura. A marginalização política que o golpe impusera a antigos rivais - Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek, João Goulart - tivera o efeito de associá-los, ainda em 1967, na Frente Ampla, cujas atividades foram suspensas pelo ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva, em abril de 1968. Pouco depois, o ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, reintroduziu o atestado de ideologia como requisito para a escolha dos dirigentes sindicais. Uma greve dos metalúrgicos em Osasco, em meados do ano, a primeira greve operária desde o início do regime militar, também sinalizava para a "linha dura" que medidas mais enérgicas deveriam ser tomadas para controlar as manifestações de descontentamento de qualquer ordem. Nas palavras do ministro do Exército,     Aurélio de Lira Tavares, o governo precisava ser mais enérgico no combate a "idéias subversivas". O diagnóstico militar era o de que havia "um processo bem adiantado de guerra revolucionária" liderado pelos comunistas.
  A gota d'água para a promulgação do AI-5 foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, "ardentes de liberdade", se recusassem a sair com oficiais. Na mesma ocasião outro deputado do MDB, Hermano Alves, escreveu uma série de artigos no Correio da Manhã considerados provocações. O ministro do Exército, Costa e Silva, atendendo ao apelo de seus colegas militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que esses pronunciamentos eram "ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis". O governo solicitou então ao Congresso a cassação dos dois deputados. Seguiram-se dias tensos no cenário político, entrecortados pela visita da rainha da Inglaterra ao Brasil, e no dia 12 de dezembro a Câmara recusou, por uma diferença de 75 votos (e com a colaboração da própria Arena), o pedido de licença para processar Márcio Moreira Alves. No dia seguinte foi baixado o AI-5, que autorizava o presidente da República, em caráter excepcional e, portanto, sem apreciação judicial, a: decretar o recesso do Congresso Nacional; intervir nos estados e municípios; cassar mandatos parlamentares; suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão; decretar o confisco de bens considerados ilícitos; e suspender a garantia do habeas-corpus. No preâmbulo do ato, dizia-se ser essa uma necessidade para atingir os objetivos da revolução, "com vistas a encontrar os meios indispensáveis para a obra de reconstrução econômica, financeira e moral do país". No mesmo dia foi decretado o recesso do Congresso Nacional por tempo indeterminado - só em outubro de 1969 o Congresso seria reaberto, para referendar a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República.
  Ao fim do mês de dezembro de 1968, 11 deputados federais foram cassados, entre eles Márcio Moreira Alves e Hermano Alves. A lista de cassações aumentou no mês de janeiro de 1969, atingindo não só parlamentares, mas até ministros do Supremo Tribunal Federal. O AI-5 não só se impunha como um instrumento de intolerância em um momento de intensa polarização ideológica, como referendava uma concepção de modelo econômico em que o crescimento seria feito com "sangue, suor e lágrimas".

Literatura Moderna

  No Brasil, considera-se o advento do moderno na literatura a partir da Geração de 1922, do chamado primeiro modernismo. A primeira fase, de 1920 a 1930, foi um período de grande explosão, englobando conceitos como o "desvairismo" de Mário de Andrade, presente em seu livro Paulicéia Desvairada[3], em 1921, num discurso contra o Parnasianismo e o Simbolismo e a favor de novas formas musicais, mais adequadas aos novos tempos. Outro movimento, surgido em 1925, foi o Pau-brasil, propondo uma literatura autenticamente brasileira, próxima do primitivismo. Em 1926, foi a vez do Movimento Verde-amarelo, que não acolhia uma ruptura com o passado, numa demonstração de conservadorismo. Em 1927, despontou um movimento regionalista em Bahia, cuja finalidade era de desenvolver um sentimento de unidade nacional nordestino. E, em 1928, surgiu o movimento Antropófago, propondo uma nova forma de nacionalismo, ao "devorar" simbolicamente os valores e influências estrangeiras. Assim, a principal ênfase na primeira fase do Modernismo foi relacionada às formas poéticas, enquanto que a fase seguinte voltou-se mais para a prosa.
  A segunda fase, de 1930 a 1950, teve uma forte influência musical, coincidindo com a ditadura Vargas, e econômica, em função da Revolução mundial de 1929, com o crash da bolsa de valores (Nova Iorque). Foi uma época de agonia para os autores, o que conduziu - em paralelo ao regionalismo, já iniciado na primeira fase - ao início do trato com o problema social e rural, numa crítica social, com o intuito de contribuir para sua solução. O regionalismo tratou de perto o problema dos proletários rurais, oprimidos por senhores de terras e a miséria do homem do campo em certas regiões do país. Têm-se aí, na prosa, autores como Jorge Amado. Na poesia, surgem, por um lado, tendências que se afastam do verdadeiro modernismo, sem deixar de serem modernas, voltando-se para influências como o Simbolismo, como é o caso da poesia de Cecília Meirelles, e, por outro lado, poetas que diversificam a experiência do primeiro modernismo, como é o caso de Carlos Drummond de Andrade.
  A terceira fase, também chamada de pós-moderna, vai de 1945 a 1958, surge com o começo da Segunda Guerra Mundial e da ditadura Vargas. Tende-se a uma revalorização, na poesia, às formas estéticas ao estilo do Parnasianismo, com uma linguagem lírica, retomando-se o conceito de "arte pela arte", porém, em muitos casos, abordando temas sociais , como João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, e aproveitando conquistas formais das vanguardas, como já era feito pelos primeiros modernistas brasileiros. Na prosa, temos o vanguardismo regionalista de João Guimarães Rosa.
  Após, vêm o período daquilo que tem sido classificado como Segunda vanguarda, coincidindo com uma "segunda onda vanguardista" que diversos teóricos ao redor do mundo têm apontado, semelhante à que Jerome Rothenberg aponta na literatura dos Estados Unidos, com predomínio, no Brasil, da influência da poesia concreta, em poesia, assim como de tendências variadas na prosa, como o Minimalismo dos mini-contos, por exemplo.

sábado, 11 de junho de 2011

Dom Casmurro

  Dom casmurro é o melhor livro que eu pude ler até hoje, trás mistérios e alguns enigmas pra desvendar. O melhor dessa obra é que o autor te deixa sem saber de quem é o filho de Capitu, se é de Escobar ou de Bentinho que é quem conta a sua historia de vida.

  Bentinho, Dom Casmurro, nobre e calado consigo mesmo. Inocente crianças, planejavam o futuro juntos,Bentinho e Capitu imaginavam se casar e formar uma família um dia . Isso se não se tornasse padre. Mas não teve jeito, quando completou quinze anos de idade, sua mãe o mandou para o seminário, e para não magoá-la,Bentinho a obedeceu. A despedida com Capitu foi comovente, mas Bentinho prometeu que sempre viria visitá-la. E assim fez. No seminário, conheceu Escobar, um rapaz bonito, olhos verdes, inteligente e muito curioso. Com a convivência juntos no seminário se tornaram grandes amigos.       Passavam-se dia, meses no seminário e Bentinho ia de vez em quando à vila onde mora, visitar Capitu e sua família.  Tempos se passaram e essa amizade com Escobar foi ficando cada vez mais forte. Quando completou vinte anos de idade, viu que ser padre realmente não era sua vocação, e os chefes do seminário o liberaram para sair. Foi para uma cidade do Rios de Janeiro, onde morou por alguns anos, e se formou em direito. Depois de formado, um advogado muito bom e respeitado, voltou para sua casa onde morava desde a infância. Capitu e sua família morriam de saudades. Como prometido desde pequeno, Bentinho pediu Capitu em casamento. Os dois se casaram, pois aquele era um grande amor puro e verdadeiro desde a infância. Escobar casou-se com a melhor amiga de Capitu, Sancha. Capitu e Bentinho, Escobar e Sancha foram morar numa mesma cidade, em bairros próximos, no Rio de Janeiro.

 
Escobar e Sancha tiveram um filho lindo, e Capitu e Bentinho ficaram maravilhados, sentiam uma certa inveja pois queriam um filho também. Mas Bentinho não poderia dar esta alegria à Capitu. Inconformada, Capitu, depois de alguns anos apareceu grávida, mas Bentinho achou estranho esse filho que Capitu esperava. Ficou muito feliz, porém desconfiado de que aquele filho que sua mulher esperava, não fosse seu. Alguns meses se passaram, o filho nasceu, deram o nome de Ezequiel, era uma dádiva na vida de Capitu e Bentinho. Os anos foram se passando e a desconfiança de Betinho aumentava cada vez mais. Ezequiel era ,muito parecido com Escobar no jeito e na aparência.

 
Até que um dia sentou à mesa com Capitu e teve uma conversa séria sobre isso. Capitu negava, e falava dissimuladamente, diante daquela situação. Não conformado, Bentinho foi ate uma farmácia onde comprou um veneno do rato, que iria despejar o pó dentro do café e dar para Ezequiel beber. Esse era um jeito de acabar com toda essa angustia que sentia no peito, mas quando Ezequiel chegou, e Bentinho ia dando a xícara para o menino tomar, seu amor por ele falou mais alto, e não consegui fazer acontecer a tragédia. Quando Ezequiel saiu da cozinha, Bentinho pensou em tomar o café com o veneno, mas o medo venceu, e pensou que nada se resolveria com isso. A convivência de Bentinho e Capitu, Escobar e Sancha era muito amigável e muito unida. Tempos se passaram, Escobar tinha mania de entrar num mar que tinha perto de sua casa, isso era uma forma de passar o tempo. Porém, certo dia quando Escobar entrou no mar, se descontrolou, não soube nadar e morreu afogado.   

  Essa notícia de que Escobar estava morto, foi muito angustiante para Bentinho. No enterro Sancha chorava desesperadamente e Capitu a consolava e segurava para não chorar também. O estranho era que Capitu estava com um olhar mais triste do que Sancha no enterro de seu marido. Depois da morte de Escobar, e alguns anos passados, Ezequiel já estava moço e igualzinho a Escobar.Porém Bentinho já convicto de que não era seu filho de sangue, o tratava como tal. Anos depois Capitu adoeceu, não resistiu e morreu. A dor que Bentinho sentiu da perda de sua amada, era inexplicável. Logo em seguida Ezequiel acabou morrendo também. Sancha, mulher do finado Escobar, também morre em seguida. No final dessa história de muitas descobertas e mortes, só restou Bentinho, que depois de perder todas as pessoas queridas na sua.sua vida, ainda tinha duvidas sobre quem era o pai de Ezequiel.

Canaã

Canaã é um dos livros que mais gosto, até por que trás muito da realidade, da pobreza e da descriminação, que muitos ainda cometem e vivem hoje em dia, e foi  por isso que resolvi postar um pequeno resumo do que acontece nessa história.
  Canaã conta a história de Milkau e Lentz, dois jovens imigrantes alemães que se estabelecem em Porto do Cachoeiro, ES. Amigos e antagônicos ao mesmo tempo, Milkau é a integração e a paz, admirando o Novo Mundo, Lentz é a conquista e a guerra, pensando no dia que a Alemanha invadirá e conquistará aquela terra. Ainda assim, ambos se unem e trabalham juntos na terra e prosperam. Mais tarde aparece Maria, filha de imigrantes pobres, que é abandonada ao léu quando morre seu protetor e lhe abandona o amante, que pensava ser seu futuro marido. Vagando, tomada como louca e prostituta, é rejeitada até na igreja antes de ser salva por Milkau, quem conheceu uma vez em uma festa e vai morar numa fazenda. Lá continua a ser maltratada até que um dia seu filho é morto por porcos e ela é acusada de infanticídio. Na cadeia Milkau passa a visitá-la enquanto ela é repudiada pela cidade inteira. Por fim a salva com uma fuga no meio da noite. A história em si é apenas pano de fundo para as discussões ideológicas entre Milkau e Lentz, somando-se a isto retratos da imigração alemã e da corrupta administração brasileira da época


Graça Aranha

   Escritor e diplomata, José Pereira da Graça Aranha nasceu em São Luís, MA, em 1868 e morreu no Rio de Janeiro em 1931. Em 1902, quando de sua publicação, ‘Canaã’, um dos raros romances simbolistas da história literária brasileira, teve um sucesso exemplar. Levando-se em conta que, quatro anos antes, seu autor havia sido um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, instituição que buscava dar unidade à literatura do país, pode-se avaliar o prestígio de Graça Aranha na elite intelectual da época. O que não se conseguia imaginar é que esse escritor fosse aderir ao movimento liderado pelos modernistas, oferecendo a eles o respaldo de uma seriedade intelectual da qual eles ainda não desfrutavam perante o público. Mas Graça Aranha, autor de um drama encenado em Paris, não apenas contribuiu com a semana, fazendo um discurso de apresentação no Teatro Municipal de São Paulo que investia contra as academias e escolas que arbitravam as regras do bom gosto e do bom-senso: em 1924, em conferência na própria Academia Brasileira de Letras, desligou-se dessa instituição, alegando que sua criação fora um erro, já que ela não era capaz de admitir ‘‘as forças ocultas do nosso caos’’, referindo-se, certamente, aos ideários modernistas. 
 Graça Aranha escreveu algumas obras como: Canaã, Malazarte, A Estética da Vida, Espírito Moderno, Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), A Viagem Maravilhosa e O manifesto dos mundos sociais.




Carlos Drummond de Andrade

  Carlos Drummond de Andrade nasceu em Minas Gerais, na cidade de Itabira. Fez lá seus primeiros estudos e em 1918 se mudou para Friburgo e passou a estudar no inernato do Colégio Anchieta. Um ano depois é expulso após um incidente com o professor de português. Drummond de Andrade se forma em Farmácia a família exigia um diploma; ele nunca exerceu a profissão) e passa a lecionar História e Geografia e sua cidade natal, mas em 1934 assume um cargo público no governo Vargas. Burocrata toda a vida (se aposentou em 1962, mas sempre foi organizado), quando da morte do poeta toda sua obra que seria publicada postumamente estava bem organizada. Em 1945 tornou-se co-diretor do jornal do comunista Luís Carlos Prestes e depois passou a trabalhar no então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Drummond foi cronista depois de aposentado (antes também, mas principalmente depois) e era preocupado com a profissionalização do escritor, tendo ajudado diversas fundações para a classe. Além de cronista, o autor também fez contos e escreveu um livro infantil ilustrado por Ziraldo. Mas é como poeta que ele se destaca. Sua obra Alguma Poesia, de 1930, inaugura a segunda fase do Modernismo. Nela aparecem muitas características da primeira fase, como o poema-piada, mas começam a aparecer preocupações sociais e políticas, como a crítica aos regimes de exclusão então em pleno vapor e crescendo. A partir de 1962 surgem poesias com tendências concretistas até, mas o melhor seria exemplificar como o próprio autor divide e classifica suas poesias e as temáticas destas: o indivíduo, a terra natal, a família, os amigos, o choque social, o conhecimento amoroso, a poesia em si, exercícios lúdicos e uma visão (ou tentativa de) existência. Outras características de sua obra incluem um fino humor, uma angústia diante da morte, a capacidade de surpreender o leitor e a monotonia da vida. 

Cecília Meireles


  A obra poética de Cecília Meireles ocupa lugar singular na história das letras brasileiras por não pertencer a nenhuma escola literária. Alta expressão da poesia feminina brasileira, inclui-se entre os grandes valores da literatura de língua portuguesa do século XX. Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro RJ em 7 de novembro de 1901. Órfã muito cedo, foi educada pala avó materna e diplomou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Viajou pela Europa, Estados Unidos e Oriente e logo dedicou-se ao magistério. No exercício da profissão, participou ativamente do movimento de renovação do sistema educacional brasileiro. Fundou, em 1934, a primeira biblioteca infantil do país e, de 1936 a 1938, lecionou literatura luso-brasileira, técnica e crítica literária na universidade do então Distrito Federal. Ensinou na Universidade do Texas (1940) e colaborou na imprensa carioca, escrevendo sobre folclore, tema de sua especialidade. Depois de um começo neoparnasiano, com o volume Espectros, 17 sonetos de tema histórico, lançado em 1919, publicou dois livros de poemas de inspiração nitidamente simbolista: Nunca mais... o poema dos poemas (1923) e Baladas para el-rei (1925). De 1922 em diante foi atraída pela recentemente deflagrada revolução modernista. Aproximou-se do grupo literário Festa, ao qual não chegou porém a pertencer, mantendo a independência que sempre a caracterizou. Foi com Viagem (1938), premiado pela Academia Brasileira de Letras depois de um acalorado debate suscitado pelo modernismo, que se deu a afirmação plena das qualidades que caracterizam a obra de Cecília Meireles: intimismo, lirismo, tendência ao misticismo e ao universal, e retorno à fonte popular, em versos de grande beleza e perfeição formal. A partir desse livro, firmou-se sua integração ao modernismo, como resultado de uma evolução estética e pessoal que iniciou-se no parnasianismo, passou pelo sombolismo e assimilou técnicas herdadas dos clássicos, dos gongóricos, dos românticos e dos surrealistas. Cecília Meireles reafirmou a importância de sua contribuição à poesia da língua portuguesa em vários outros livros, entre eles Vaga música (1942); Mar absoluto (1945); Retrato natural (1949); Doze noturnos da Holanda (1952); Romanceiro da Inconfidência (1953); Metal rosicler (1960); Poemas escritos na Índia (1962); Solombra (1964) e Ou isto ou aquilo (1964). Em português clássico, a autora serviu-se de todos os metros e ritmos com a mesma flexibilidade, a fim de construir uma obra ao mesmo tempo pessoal e universal. Morreu em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.


  Macunaíma
 Entre um assunto e outro na matéria de literatura, a professora Lindamir, nos mostrou um filme chamado “Macunaíma” uma história surrealista que conta sobre um  herói preguiçoso, e sem caráter. Macunaíma nasceu em meio à mata, já grande, e só começou a falar aos seus seis anos de idade, prova cabal de sua preguiça. Esse personagem, durante o filme, representa o brasileiro. Seus jeitos e trejeitos, suas expressões e seus diálogos cômicos, suas atitudes e confissões. Macunaíma, de negro, se transforma em branco e do sertão migra para a cidade com os irmãos, buscando um compêndio de todas as vivências e aventuras possíveis no país. Macunaíma vive várias aventuras na cidade de forma zombeteira, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos. Cada personagem na obra e sua relação com o protagonista se identificam a uma metáfora de alguma das estruturas sócias do Brasil.
  Em Macunaíma, filmes produzidos em 1969 por Joaquim Pedro de Andrade têm a expressão cinematográfica da obra de Mário de Andrade. O filme retrata com ardente fidelidade cenário, mitos, passagens, diálogos, costumes e representações. Todos elementos foram retirados e inspirados da obra textual do poeta modernista brasileiro.

A Língua do nhem, de Cecília Meireles

 No segundo bimestre, conhecemos algumas poesias, e entre elas esta " A língua do nhem" da autora Cecília Meireles. Junto da poesia fizemos algumas brincadeiras relacionadas a língua do nhem, brincamos de  mimíca, imitando alguns animais e depois imaginamos cada um destes dentro da poesia.

Havia uma velhinha
que andava aborrecida
pois dava a sua vida
para falar com alguém.


E estava sempre em casa
a boa velhinha
resmungando sozinha:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...


O gato que dormia
no canto da cozinha
escutando a velhinha,
principiou também


a miar nessa língua
e se ela resmungava,
o gatinho a acompanhava:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...


Depois veio o cachorro
da casa da vizinha,
pato, cabra e galinha
de cá, de lá, de além,


e todos aprenderam
a falar noite e dia
naquela melodia
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...


De modo que a velhinha
que muito padecia
por não ter companhia
nem falar com ninguém,


ficou toda contente,
pois mal a boca abria
tudo lhe respondia:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...

 Dentro da segunda fase do modernismo, visto no segundo bimestre, pelo terceiro ano 02, além das obras, podemos saber um pouco da característica de cada autor, e de todos o que mais me chamou a atenção foi Jorge Amado, já que foi apresentado apenas duas obras dele, dentre todas as apresentações. E foi por isso que resolvi pesquisar e contar um pouco da vida do autor dentro da literatura.
   
Jorge Amado
  Jorge Leal Amado de Faria nasceu em 1912, em Itabuna, no Estado da Bahia. Foi um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, com obras traduzidas em dezenas de idiomas e adaptadas com sucesso para o cinema, o teatro e a TV.
  Amado foi superado (em número de vendas) apenas por Paulo Coelho, mas, em seu estilo – o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira. Escritor profissional viveu exclusivamente dos direitos autorais de seus livros. Recebeu no estrangeiro os seguintes prêmios: Prêmio Internacional Lênin (Moscou, 1951); Prêmio de Latinidade (Paris, 1971); Prêmio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976); Prêmio Risit d’Aur (Udine, Itália, 1984); Prêmio Moinho, Itália (1984); Prêmio Dimitrof de Literatura, Sofia – Bulgária (1986); Prêmio Pablo Neruda, Associação de Escritores Soviéticos, Moscou (1989); Prêmio Mundial Cino Del Duca da Fundação Simone e Cino Del Duca (1990); e Prêmio Camões (1995).
  No Brasil: Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prêmio Graça Aranha (1959); Prêmio Paula Brito (1959); Prêmio Jabuti (1959 e 1970); Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prêmio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982); Prêmio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982); Prêmio Brasília de Literatura – Conjunto de Obras (1982); Prêmio Moinho Santista de Literatura (1984); prêmio BNB de Literatura (1985).
  Recebeu também diversos títulos honoríficos, nacionais e estrangeiros, entre os quais: Comendador da Ordem Andrés Bello, Venezuela (1977); Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres, da França (1979); Commandeur de la Légion d’Honneur (1984); Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (1980) e do Ceará (1981); Doutor Honoris Causa pela Universidade Degli Studi de Bari, Itália (1980) e pela Universidade de Lumière Lyon II, França (1987). Grão Mestre da Ordem do Rio Branco (1985) e Comendador da Ordem do Congresso Nacional, Brasília (1986).
  Foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha; da Academia das Ciências de Lisboa; da Academia Paulista de Letras; e membro especial da Academia de Letras da Bahia.
  Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, em 10 de agosto, dia em que completaria 89 anos.
  O mês de maio foi o periodo em que nós do terceiro 02, começamos a falar sobre a 2° fase do modernismo, e o livro "A morte e a morte de Quincas Berro D' Água"  do autor Jorge Amado, foi uma das obras apresentadas sobre essa fase.


A morte e a morte de Quincas Berro D' Água
   
  O livro “A morte e a morte de Quincas Berro D’ Água” é considerado uma das mais importantes obras da literatura brasileira, o livro conta história de Joaquim Soares da Cunha, um cidadão casado e com filhos, que levou uma vida simples como funcionário público.
  Um dia Quincas resolve mudar seu destino, e assim, abandona a família para viver como um vagabundo, entregando-se aos vícios, especialmente o da  bebida, quando recebe o apelido de Quincas Berro D'água..
  A sua primeira morte é descoberta por uma amiga de Quincas, quando foi visitá-lo em seu quarto sujo, e comprovada por um médico. Seus familiares resolvem esquecer o passado vergonhoso, e para resgatar a memória respeitável de Joaquim, providenciam um velório.
  Mas quando seus amigos de bebedeiras chegam ao velório e encontram o defunto com um sorriso, acham que o homem está vivo, arrastando seu corpo para uma noite de farra. Lembram-se de uma festa que teria se Quincas não tivesse morrido. Depois de carregar o morte pela cidade, os amigos chegam a tal festa, que seria em um barco. Como já era de costume ver Quincas sempre bêbado e jogado pelo chão, ninguém nem desconfiou que ele poderia estar morto. E é junto de sua suposta namorada que Quincas “comemora” a festa. Alguns percebem que ele esta meio triste, porém não param a festa.
  Até que uma tempestade esta por vim, e o dono do barco resolve voltar para a cidade, só que alguns raios caem no mar, e Quincas sem condições de poder se segurar acaba caindo. Os amigos bêbados acabam achando que o homem havia se jogado na água e se matado.
  A partir daí surge a grande controvérsia: Para a família, Joaquim morrera de causas naturais; para os amigos, Quincas tirou a própria vida ao atirar-se nas águas do mar, pois temia ser enterrado num caixão.

sábado, 30 de abril de 2011

Biografia de Oswald de Andrade
  Líder irreverente e tempestuoso da Semana de Arte Moderna, José Oswald de Souza Andrade foi um dos mais significativos autores modernistas da literatura brasileira. Em Pau-Brasil (1925), vemos postuladas suas renovações estéticas: sua idéia de uma poesia mínima, contraditória ao arcadismo e à erudição, de grande vitalidade e atualidade, com elementos extraídos da oralidade e do coloquialismo, baseada nas características e no modo de falar do povo brasileiro, com todos os seus erros e suas deformações da língua, abolindo a pontuação da rima e trabalhando com o verso livre. Ainda, com o irônico Manifesto Antropofágico (1928), cuja estrofe "Tupy or not tupy that is the question" virou símbolo nacional, o escritor levou ao extremo suas idéias, consagrando a antropofagia das influências estrangeiras como modo de emancipação cultural. De uma família tradicional e abastada, Oswald nasceu em São Paulo e estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Em 1911, fundou, com a ajuda dos pais, o jornal O Pirralho. Durante viagem realizada à Europa, em 1912, entrou em contato com o movimento artístico e literário conhecido como Futurismo, trazendo ao Brasil o Manifesto Futurista, de Felippo Tomaso Marinetti. De volta a São Paulo colaborou em vários jornais e revistas, como a Klaxon (o principal veículo das idéias modernistas). Em 1918, escreveu artigo no Jornal do Commercio defendendo Anita Malfatti, que fora atacada pelas críticas de Monteiro Lobato ao apresentar seus quadros em uma exposição. Ao lado da artista plástica e de Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di Cavalcanti, liderou a Semana de Arte Moderna, ocorrida entre 13 e 17 de fevereiro de 1922. Na abertura do evento leu, sob vaias, um trecho de Os Condenados, livro publicado no mesmo ano. Formou, com Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Anita Malfatti e Menotti del Picchia, o Grupo dos Cinco, que defendia as idéias da Semana. Escreveu ainda duas obras-primas, Memórias Sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande (1933). Oswald também entregou-se às mulheres: foi casado com Tarsila do Amaral, Patrícia Galvão (a Pagu), Julieta Bárbara Guerrini e Maria Antonieta.
Semana de Arte Moderna
U
a
 A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal
  Cada dia da semana foi dedicado a um tema: respectivamente, pintura e escultura, poesia, literatura e músicaO presidente do estado de São Paulo à época, Washington Luís, apoiou o movimento, especialmente por meio de René Thiollier, que solicitou patrocínio para trazer os artistas do Rio de Janeiro Plínio Salgado e Menotti Del Pichia, membros de seu partido, o Partido Republicano Paulista.
  A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos. O adjetivo "novo" passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.
  Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros, e como um dos organizadores o intelectualRubens Borba de Moraes que, entretanto, por estar doente, dela não participou.
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Um dos cartazes da «Semana», satirizando os
grandes nomes da música, da literatura e da pintura

A luta de cada um - Pagu

Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, nasceu em São João da Boa Vista, 9 de junho de 1910, e faleceu em Santos, 12 de dezembro de 1962, foi uma escritora e jornalista brasileira. Militante comunista, teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922. Foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas.
Bem antes de virar Pagu, apelido que lhe foi dado pelo poeta Raul Bopp, Zazá, como era conhecida em família, já era uma mulher avançada para os padrões da época, pois cometia algumas “extravagâncias” como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões. Ela não queria saber o que pensavam dela, tinha muitos namorados e causava polêmica na sociedade. Apesar de ter uma família tradicional e muito conservadora.

O apelido Pagu surgiu de um erro do poeta modernista Raul Bopp. Bopp inventou este apelido, ao dedicar-lhe um poema, porque imaginou que seu nome fosse Patrícia Goulart e por isso fez uma brincadeira com as primeiras sílabas do nome.

Com 18 anos, mal completara o Curso na Escola Normal da Capital (São Paulo, 1928) e já está integrada ao movimento antropofágico (O movimento antropofágico foi uma manifestação artística brasileira da década de 1920, fundada e teorizada pelo poeta paulista Oswald de Andrade), de cunho modernista, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Em 1930, Oswald separa-se de Tarsila e casa-se com Pagu. Os dois ja eram  amantes desde a época que Oswald era casado. No mesmo ano, nasce Rudá de Andrade, segundo filho de Oswald e primeiro de Pagu. Os dois se tornam militantes do Partido Comunista.

Ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos Pagu é presa pela polícia política de Getúlio Vargas. Logo depois de ser solta, em (1933), partiu para uma viagem pelo mundo, deixando no Brasil o marido e o filho. No mesmo ano, publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo.


Em 1935 é presa em Paris como comunista estrangeira, com identidade falsa, e é repatriada para o Brasil. Separa-se definitivamente de Oswald, por conta de muitas brigas e ciúmes. Ela retoma sua atividade jornalística, mas é novamente presa e torturada pelas forças da Ditadura, ficando na cadeia por cinco anos. Nesses cinco anos, seu filho é criado por Oswald.


Casa-se novamente com Geraldo Ferraz, e dessa união nasce seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz. Nessa mesma época viaja à China e obtém as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil.

Em 1952 frequenta a Escola de Arte Dramática de São Paulo, ainda trabalhava como crítica de arte, quando foi acometida de um câncer. Viaja a Paris para se submeter a uma cirurgia, sem resultados positivos. Decepcionada e desesperada por estar doente, Patrícia tenta suicídio, o que não se concretizou. Sobre o episódio, ela escreveu no panfleto "Verdade e Liberdade": "Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas". Volta ao Brasil e morre em 12 de dezembro de 1962, em decorrência da doença, para total tristeza de marido e filhos.

domingo, 20 de março de 2011

Biografia de Anita Mafaltti e Tarsila do Amaral

Anita Catarina Malfati.

Filha do engenheiro italiano Samuel Malfatti e de Betty Krug, Anita Malfatti nasceu no ano de 1889 , em São Paulo. Segunda filha do casal, nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Os resultados do tratamento médico não foram animadores e Anita teve que carregar essa deficiência pelo resto da vida. Voltando ao Brasil, teve a sua disposição Miss Browne, uma governanta inglesa, que a ajudou no desenvolvimento do uso da mão esquerda e no aprendizado da arte e da escrita. Anita acompanhava as aulas e nelas tomava parte. Anita tinha umas amigas, as irmãs Shalders, que iam viajar à Europa para estudar música. Anita e as Shalders chegaram em Berlim em 1910, ano marcante na história da Arte Moderna alemã. Berlim era então o grande centro musical da Europa. Anita estava cada vez mais interessada pela pintura expressionista, desejava aprender sua técnica. Ao mostrar suas obras - nada acadêmicas - Anita tentava explicar os avanços da arte na Europa, onde os jovens haviam levado às últimas consequências as conquistas vindas do impressionismo.
   Entretanto, independentemente da opinião do senador, a bolsa não seria concedida. Notícias do iminente início da guerra fizeram com que o Pensionato as cancelasse. 
Nos Estados Unidos: No início de 1915, Anita Malfatti já se encontrava em Nova York e matriculada na tradicional Art Student's League. Trazendo em sua pintura as marcas do Expressionismo, dificilmente Anita conseguiria adaptar-se numa academia de ensino tradicional. Anita inconscientemente, "rompera" com as regras da pintura acadêmica tão apreciada por seus parentes. Anita Malfatti.
  Anita ilustrou livros de Monteiro Lobato e na década de 40 participou de um programa na Rádio Cultura chamado "Desafiando os Catedráticos", juntamente com Menotti Del Picchia e Monteiro Lobato. 
Semana da arte moderna :   Após a enorme confusão causada por Monteiro Lobato, a vida de Anita Malfatti começou a ter certa normalidade. Anita participou dela com 22 trabalhos. 
4ª Exposição Individual:   Anita saiu do Brasil mais uma vez. No final de setembro de 1928, Anita já se encontrava no Brasil. Depois de fechar sua exposição, até 1932, Anita dedicou-se ao ensino escolar. Retomou suas aulas na escola Normal Americana e foi trabalhar também na Escola Normal do Mackenzie College. 
  Dos 20,30 e início dos anos 40, quando depois da morte de Mário de Andrade e de sua mãe, Dona Betty, seria transformada numa terceira Anita Malfatti, e recolhida na sua chácara em Diadema. A individual de 1945, prova essa unidade na pintura de Anita. 


Tarsila do Amaral
 
Nascida em 1 de setembro de 1886, na Fazenda São Bernardo, em Capivari, interior de São Paulo, era filha de José Estanislau do Amaral Filho e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, e neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em virtude da imensa fortuna acumulada em fazendas do interior paulista.
   Tarsila do Amaral estudou em São Paulo, em colégio de freiras do bairro de Santana e no Colégio Sion. Ao chegar da Europa, em 1906, casou-se com o médico André Teixeira Pinto. Rapidamente o primeiro casamento da artista chegou ao fim. A diferença cultural do casal era grande. O marido se opunha ao desenvolvimento artístico de Tarsila, já que ele era conservador e para s homens da época, a mulher só deveria cuidar do lar. Também estudou na Academia de Emile Renard.
   Em janeiro de 1923, na Europa , Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha. Em julho de 1929, Tarsila expõe suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em virtude da quebra da Bolsa de Nova York, conhecida como a Crise de 1929, Tarsila e sua família de fazendeiros sentem no bolso os efeitos da crise do café e Tarsila perde sua fazenda. Em 1930, Tarsila conseguiu o cargo de conservadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Deu início à organização do catálogo da coleção do primeiro museu de arte paulista. Nesses tempos difíceis, Tarsila declara, em entrevista, sua aproximação ao espiritismo.
   Tarsila do Amaral, a artista-símbolo do modernismo brasileiro, faleceu no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1973 devido a depressão. Foi enterrada no Cemitério da Consolação de vestido branco, conforme seu desejo.